22 de fev de 2009

Raposa do Deserto


Título original: The Desert Fox: The Story of Rommel
Direção: Henry Hathaway
Elenco: James Mason, Desmond Young, Leo G. Carroll, Jessica Tandy
País: Estados Unidos
Ano: 1951
Duração: 88 minutos
Língua: Inglês
Nota IMDb: 7,1
Cores: Preto e branco


Trailer




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A História de Erwin Rommel

Considerado um dos mais brilhantes estrategistas da história militar da Alemanha (talvez do mundo),
Erwin Rommel era também um homem de bom senso, um patriota e um cavalheiro. Pelo menos é isso que mostra o filme Raposa do Deserto, que narra um trecho da vida dessa ilustre figura da história mundial.

O filme começa com uma apresentação do personagem que será o narrador: o Tenente Coronel Desmond Young, que na vida real foi o autor da biografia de Rommel, que foi adaptada como roteiro por Nunnaly Johnson. Logo de início, há uma surpresa desagradável para os desavisados: o filme é em inglês. Isso é um fator que soma pontos negativos, pois sempre surgem aquelas cenas em que alemães e britânicos se encontram e trocam palavras como se não houvesse uma língua e uma cultura entre eles.

Afora esse detalhe, no todo o filme é muito bom. Além de retratar a postura nobre e a capacidade estratégica da “Raposa do Deserto”, concentra-se naquela que talvez tenha sido a mais decisiva campanha de sua vida: o plano para matar Hitler. A história desse plano e suas conseqüências já foram contadas em vários filmes, entre eles um batizado em português de Operação Valquíria, longa alemão (muito bem) produzido para a TV em 2004, cujo nome original é Stauffenberg, numa alusão ao nome do oficial que plantou a bomba na casamata de Hitler. Essa fita com certeza é a base do novo Operação Valquíria, com Tom Cruise.

Mas, voltando para Raposa do Deserto, ele explora o conflito ideológico enfrentado pelo marechal-de-campo alemão: cumprir seu dever de soldado e enfrentar a destruição ou pensar no bem da Alemanha como um todo e envolver-se numa traição. A história é muito bem contada ao estilo dos anos 1950, costurando imagens novas e registros reais da guerra no deserto norte-africano. Como na maioria dos filmes antigos, algumas montagens são constrangedoras e algumas atuações também (veja-se o Hitler). No elenco, há atores do nível de Jessica Tandy (Tomates Verdes Fritos, Cocoon e Conduzindo Miss Daisy) e vale também notar a presença do biógrafo Desmond Young como ele mesmo.

Mas James Mason (1909–1984) rouba a cena e empresta ao papel principal uma dignidade impressionante, fazendo o público praticamente esquecer que está vendo um ator britânico, e não alemão, na tela. Mason, aliás, estrelou clássicos como Lolita, Cyrano de Begerac e Madame Bovary. Em 1953, aceitou repetir o papel de Rommel no ótimo Ratos do Deserto, que conta a história das tropas australianas que demonstraram grande bravura contra os alemães no
Cerco de Tobruk, na Líbia, em 1941. Mas essa já é outra história do marechal-de-campo Erwin Johannes Eugen Rommel.

Heber Costa


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Bravo e destemido

No jogo de xadrez das campanhas de guerra, sempre os melhores homens conseguem sobressair: alguns pela sua perspicácia, outros pela sua coragem, muitos pela lealdade e companheirismo, porém poucos conseguem reunir todos esses pré-requisitos e, quando conseguem, marcam o sue nome na história das grandes batalhas. Um deles sem dúvida é Erwin Johannes Eugen Rommel.

Temido pelos seus adversários e venerado pelos seus comandados Rommel tornou a campanha no norte da África — durante a Segunda Guerra Mundial — em um campo de extrema estratégia e de uma disputa até hoje jamais vista. Armado com uma astúcia invejável e um senso de ataque que causava invídia, o marechal-de-campo levou o Afrika Korps a ser conhecido mundialmente. Apesar de toda a sua competência, a campanha no norte da África acabou não sendo vitoriosa. Inúmeros foram os motivos que levaram a tal fato — desde a falta de apoio logístico até a escassez de combatentes —, e isso fez com que Rommel voltasse para a Europa a pedido de Hitler para coordenar as defesas na França, Holanda, Bélgica e Dinamarca contra uma possível invasão aliada.

Um dos melhores relatos sobre a trajetória de Rommel é o filme Raposa do Deserto, titulo que faz alusão ao apelido que o major recebeu durante a campanha da África. O filme traz um relato marcante sobra a sua vida militar, abordando os problemas durante a campanha do Afrika Korps, passando pela conspiração contra o Führer, e chegando à sua morte — vale lembrar que após ser ferido na invasão da Normandia, Rommel foi hospitalizado e ali mesmo recebeu a noticia de que deveria decidir se iria ser julgado e provavelmente condenado junto com seus familiares ou optaria por ingerir veneno para suicidar-se, a opção escolhida foi a segunda.

Sem dúvida alguma naquele momento o mundo perderia uma das mais celebres mentes da guerra moderna, uma pessoa que independentemente do lado que estivesse seria um grande personagem na história da maior das guerras.

Adriano Almeida

6 comentários:

Anônimo disse...

Esse homem colocou Napoleaõ e muitos outros no bolso, acho que muitos estrategeistas deveriam aprender com ele; grande homem amava o que fazia.

Cenas da Guerra disse...

De fato. Um dos poucos que conseguiu emprestar alguma dignidade à guerra sem perder a competência no que fazia.

Anônimo disse...

Nem quero imaginar se adolfo hitler tivesse a mesma inteligencia que rommel.

Almerindo Trindade disse...

Se Hitler tivesse enviado Rommel a Rússia em lugar de Von Paulus ou tivesse tido, em meio aos seus devaneios pisicóticos, o lampejo de apoiar a Raposa do Deserto em sua campanha no Norte da África para depois invadir a Rússia, a história teria sido diferente. Mas graças a Deus existia um "maluco" no meio do caminho.

Jerri Amaral disse...

Se Rommel estivesse no lugar de Hitler, com certeza a guerra teria outra História...grande militar!

Diego Soares disse...

SE ROMMEL ESTIVESSE NO LUGAR DE HITLER NAO AVERIA GUERRA